Coluna Top 4+2 Todo ano, uma série de filmes extremamente promissores se mostram verdadeiras decepções para os cinéfilos de todo o mundo. Da mesma maneira, um número incrível de filmes desprezados antes de seu lançamento entra para os melhores do ano. E, ainda assim, nunca deixamos de fazer listas e mais listas sobre aqueles que mostram grande potencial.

Pensando nisso, a equipe do Área 42 preparou 18 filmes que gostaríamos muito de ver e que, supostamente, serão lançados este ano em algum lugar do mundo. Sejam bem vindos ao nosso primeiro Top 4+2, dando início a uma trilogia que, prometemos, fica melhor na segunda e definitivamente não decepciona na terceira parte!

Poster de Jogos Vorazes

Jogos Vorazes (The Hunger Games, 23 de Março – BR)

Baseado na trilogia escrita por Suzanne Collins, Jogos Vorazes é a esperança dos estúdios hollywoodianos de dar continuidade às sagas que atraem um público jovem e disposto a gastar não só com ingressos, mas também com diversos itens promocionais. Narrando a história de Katniss, uma jovem forçada a lutar até a morte em uma versão distópica – e fatal – dos reality shows tão populares atualmente, o material de origem é mais complexo e bem desenvolvido do que se costuma esperar na literatura juvenil.

Longe de ser um novo Crepúsculo, o filme de Gary Ross é protagonizado por Jennifer Lawrence, atriz recentemente indicada ao Oscar™ (Inverno da Alma, X-Men: Primeira Classe) e os trailers já divulgados mostram-se promissores. Existem ainda duas continuações que também devem ser levadas às telonas.

Ben Affleck em cena de Argo

Warner Bros.

Argo (14 de Setembro – USA)

Para alguns, a trajetória da carreira de Ben Affleck segue aquela de Clint Eastwood. Ator ligeiramente canastrão e considerado a parte mais fraca do duo com Matt Damon – que lhe rendeu um Oscar™ de Roteiro Original por Gênio Indomável – ele parece ter se encontrado na cadeira de diretor. Seus dois primeiros filmes – Medo da Verdade e Atração Perigosa – trazem um retrato extremamente sensível de Boston, sua cidade natal, e um verdadeiro talento na arte de conduzir um roteiro.

Não é surpresa então, que seu terceiro trabalho tenha chamado minha atenção. Argo conta a incrível história verídica de uma operação de resgate da CIA para tirar seis reféns americanos do Irã em 1974. A estratégia? Disfarçarem-se como uma equipe de cineastas procurando locações para um filme.

Além de Affleck, o elenco conta com Alan Arkin, Bryan Cranston, John Goodman e Kyle Chandler.

Imagem conceitual Cloud Atlas

Imagem conceitual.

Cloud Atlas (Outubro – 2012)

O livro Atlas das Nuvens de David Mitchell foi descrito várias vezes como inadaptável. Não é surpresa então, que o time por trás de Matrix, os irmãos Wachowskis, tenha decidido adaptar a épica narrativa, que leva o leitor do Pacífico Sul no século XIX a um futuro pós-apocalíptico contando simultaneamente seis histórias tenuemente conectadas.

Conhecidos no mundo geek por seus projetos ambiciosos, comentários do set afirmam que boa parte do elenco – que inclui Halle Berry, Hugo Weaving, Tom Hanks e Susan Sarandon - é responsável por interpretar vários papéis, não necessariamente do mesmo gênero ou etnia.

Afonso Cuaron

Gravity (21 de Novembro – USA)

Emmanuel Lubezki realizou em Filhos da Esperança uma das minhas fotografias favoritas da ficção científica (Making of – com spoilers). Em Gravity, ele deve levar a arte das longas tomadas a níveis nunca antes vistos. O projeto extremamente ambicioso de Alfonso Cuarón pretende fazer uso de pouquíssimos cortes e uma tecnologia 3D extensiva, que contou com a ajuda de nomes como James Cameron, Peter Jackson e Guillermo del Toro, para contar uma épica história que se passa completamente no espaço.

Com ecos de 2001: Uma Odisseia no Espaço (mas provavelmente sem os macacos), o filme trás Sandra Bullock e George Clooney basicamente como os dois únicos sobreviventes de um desastre que afeta sua estação espacial e a desesperada jornada de volta a Terra, náufragos em um vácuo eterno. 

Cena de Les Miserables no teatro

Les Misérables nos palcos. Foto de Michael Le Poer Trench.

Os Miseráveis (Les Misérables, 7 de Dezembro – USA)

Cada vez que uma adaptação de um musical é mencionada, os “theater geeks” fazem questão de analisar cada elemento, questionar cada ator e duvidar de cada decisão do pobre diretor. Tarefa difícil, então, tem Tom Hooper, último premiado pela Academia, que decidiu fazer de Les Misérables seu próximo projeto. Inspirado na obra de Victor Hugo, este é o segundo musical há mais tempo em cartaz no mundo, e canções como I Dreamed a Dream e On My Own são adoradas por um número inenarrável de pessoas. O elenco escolhido pelo diretor, porém, mostra potencial.

O filme será protagonizado por Hugh Jackman e Anne Hathaway, ambos cantores reconhecidos e que já mostraram suas vozes em diversas ocasiões. Hathaway, inclusive, cantou uma versão de On My Own no Oscar™ de 2011 e, apesar de não ser parte da sua personagem no filme, definitivamente estamos ansiosos por sua versão da música que levou Susan Boyle ao estrelato.

Contando também com Helena Bonham Carter, Sacha Baron Cohen, Russell Crowe e Amanda Seyfried, eu gostaria muito que o projeto desse certo. Nem mesmo que fosse para provar para Hollywood que Rob Marshall não é necessariamente a melhor escolha sempre que quiserem adaptar um musical.

Kathryn Bigelow no set de Guerra ao Terror

Foto: Jonathan Olley

Kill Bin Laden (19 de Dezembro – USA) 

Algumas pessoas conhecem Kathryn Bigelow como a primeira mulher a levar o Oscar™ de Melhor Diretor. Outras acham mais importante que isso aconteceu quando seu maior concorrente era seu ex-marido. O mérito de Bigelow, porém, está em ter sido capaz de contar uma história que funciona como um incrível retrato da vida militar, independentemente do sexo de quem a dirigiu.

O novo projeto da diretora, com roteiro de Mark Boal, também de Guerra ao Terror, retrataria a história de um grupo de elite da marinha americana responsável por rastrear e matar Bin Laden. E – spoiler alert – eles fracassariam.

A vida real, porém, surpreendeu os cineastas quando o exército americano conseguiu de fato capturar o terrorista, transformando o filme em uma commodity extremamente valiosa e fazendo com que o livreto tivesse que ser reescrito para retratar os novos acontecimentos.

A eleição presidencial americana também causou atrasos na data de lançamento, que foi escolhida para dezembro justamente para não provocar efeitos na urna. Mas, considerando que as filmagens ainda não começaram, a equipe terá que trabalhar rápido para terminar a película na data prevista.

 

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